Sistemas de Ventilação de Edifícios

Os mecanismos básicos relativos aos sistemas de ventilação de edifícios são a ventilação natural e a ventilação mecânica. No entanto, um terceiro sistema é cada vez mais utilizado, a ventilação híbrida. Este último sistema de ventilação tenta combinar o que existe de melhor nos dois primeiros sistemas.

 

A ventilação natural usa as forças da natureza para originar diferenças de pressão que provoquem a circulação do ar de acordo com o pretendido. Essas forças são a acção das variações da temperatura entre o exterior e o interior do edifício, bem como a acção do vento neste. Na ventilação mecânica, tais variações de pressão são originadas, predominantemente, por aparelhos mecânicos designados por ventiladores.

Tipos de sistemas de ventilação natural
A ventilação natural é tão antiga como a arte de construir edifícios. Deste modo, existe uma grande experiência acumulada relativa a inúmeros sistemas que ao longo dos séculos foram aplicados e que, ainda nos nossos dias, são fonte de inspiração.

- Infiltração
Este sistema utiliza as frinchas das portas, das janelas, das coberturas e de outros elementos construtivos para proporcionar a admissão de ar nos fogos. Tal processo está hoje em desuso pois estes caudais de ar não são controláveis.
Além disso, verifica-se que a construção moderna, ao contrário da construção anterior aos anos setenta, por motivos da sua crescente industrialização e porque a utilização racional da energia tornou-se um objectivo premente, cada vez mais avança na eliminação total dessas frinchas.

- Ventilação cruzada assistida por torres de vento
Neste sistema, existe uma torre que recolhe o ar que é impulsionado pelo vento, direccionando-o para os níveis inferiores, de modo a permitir a ventilação cruzada.

- Ventilação cruzada assistida por tubagens
Neste sistema a admissão do ar é feita por intermédio de tubagens, que devido ao facto do escoamento ser de baixa pressão, têm, normalmente, de Ser de grandes dimensões.

- Ventilação por tiragem térmica através de tubagens
Neste tipo de sistema, a evacuação do ar é realizada através de tubos verticais, que tiram partido das diferenças de temperatura entre o interior e o exterior da habitação.
Relativamente à admissão de ar, esta pode ser realizada através de aberturas nas fachadas ou por intermédio de tubagens.

- Ventilação por tiragem térmica assistida por chaminé solar
A ideia chave deste sistema é, através do uso de materiais construtivos com grande absorção da radiação solar, tornar a conduta de evacuação mais quente que o ambiente, favorecendo, assim, o efeito de tiragem térmica.

- Ventilação por tiragem térmica assistida por zonas de transição
Neste tipo de sistema a altura de tiragem térmica é conseguida através da existência, no interior do edifício de zonas de transição, como sejam os átrios e as caixas de escadas.

- Ventilação por tiragem térmica assistida por fachada dupla
Este processo de ventilação integra uma espécie de chaminé solar, só que em toda a extensão da fachada. Note-se que, este sistema, só poderá funcionar com as chamadas “fachadas cortina”, em que o pano exterior passa por fora da estrutura. Esta metodologia é diferente das comuns paredes duplas de fachada muito divulgadas em Portugal. Este sistema, também poderá ser adaptado para a admissão de ar, podendo até funcionar como um pré-aquecedor do ar que entra no edifício.

Tipos de sistemas de ventilação mecânica
Nas situações, em que as desvantagens dos sistemas de ventilação natural se tornam inaceitáveis, impõe-se o uso de sistemas de ventilação mecânica. Estes sistemas mecânicos poderão ser integrados, em muitos casos, com os Sistemas de ventilação natural, designando-se tal por ventilação híbrida.

- Extracção mecânica
Neste sistema, só a extracção do ar é directamente executada por ventoinhas. A extracção mecânica provoca pressões negativas no interior do edifício, que originam a admissão de ar fresco através de aberturas ou frinchas dispostas na fachada ou ainda por tubagens em Contacto com o ar exterior.

- Insuflação mecânica
Neste sistema, só a insuflação do ar é directamente executada por ventoinhas. Esta insuflação provoca pressões positivas através das aberturas, frinchas ou tubagens. Face à extracção mecânica, tem a desvantagem de originar que o ar húmido, que existe no interior dos edifícios, seja sujeito a um escoamento forçado, que ao chocar nos vários materiais de construção, provoca a tendência para a deterioração destes. Como vantagem deste sistema, aponta-se a possibilidade de pré-aquecimento e filtragem do ar insuflado.

- Sistemas balanceados de insuflação e exaustão mecânicas
Estes sistemas, integram um sistema independente de insuflação e extracção. Normalmente O sistema de insuflação tem uma capacidade de cerca de 90 a 95% da capacidade do sistema de exaustão. Tal, provoca uma leve despressurização do edifício, que previne a humidade de chocar contra os elementos construtivos e demais materiais localizados no interior dos fogos. A insuflação é feita nos compartimentos principais e a exaustão nos compartimentos de serviço. Normalmente, estes sistemas integram um recuperador de calor, de modo a que 0 ar quente que é extraído, pré-aqueça o ar insuflado.

Autor: Miguel Jorge Monteiro de Magalhães Ferreira

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